
Depois do “boom” das compras coletivas, começam a surgir os prós e contras da estratégia. Depois da experiência inicial, consumidores, sites e estabelecimentos comerciais começam a perceber o que vale à pena ou não investir na compra coletiva.
EM ALTA
Gastronomia: Restaurantes, bares, fast-foods, cafeterias, padarias… São muitas as opções que englobam este item que tem tido grande êxito no mercado de compra coletiva. E o motivo é muito simples – brasileiro adora comer fora de casa, nem que seja um misto quente no bar da esquina! E para quem não pode se dar ao luxo de comer fora o tempo todo, as ofertas gastronômicas dos sites de compra coletiva foram uma estratégia muito bem-vinda, tanto para os consumidores (que agora podem ir a um restaurante sem comprometer o orçamento), como para os estabelecimentos comerciais (que enxergaram na compra coletiva uma excelente ferramenta de marketing).
Eletroeletrônicos: Outra grande paixão do brasileiro são os artigos eletrônicos TV, som, celular, computador, entre outros. Segundo a e-bit, eles aparecem no topo da lista de desejos do consumidor. O grande problema é o preço, muitas vezes, inacessível para a grande maioria. E, por não se tratar de um produto de primeira necessidade, o sonho de adquiri-lo acaba sendo posto de lado. Mais uma vez, os sites de compras coletivas acertaram ao ofertar os eletroeletrônicos e tornar este sonho possível – hoje, o consumidor pode adquirir um celular de R$ 600 por R$ 300 e ainda com a possibilidade de parcelamento.
Turismo: Fazer uma bela viagem é outro grande sonho de consumo, também adiado, muitas vezes, pela falta de dinheiro. Afinal, viajar não requer economias apenas para a passagem e a hospedagem, mas para gastos pontuais ao longo da estada, como refeição, roupas, presentes, entre outros. E é neste cenário que os pacotes de viagem, para destinos nacionais e internacionais, ganharam destaque nos sites de compras coletivas sendo vendidos com descontos tentadores. As ofertas são possíveis graças às excelentes parcerias que os sites têm realizado com hotéis e companhias aéreas, que identificaram uma oportunidade de lucrar mesmo nas baixas temporadas.
EM BAIXA
Tratamentos estéticos: A proibição de pacotes de serviços de fisioterapia e terapia ocupacional, decretada pelo Coffito (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional), deixou os adeptos da compra coletiva em estado de alerta. Ainda que não haja registro de problemas com consumidores que adquiriram estes serviços por meio da compra coletiva, a desconfiança já foi despertada, já que o Coffito alegou que tratamentos como drenagem linfática e radiofrequência, indicados para combater gordura localizada e celulite, podem causar danos à saúde, caso não haja uma correta orientação médica.
Cursos: Segundo o Ministério da Educação, comercializar cursos pelos sites de compras coletivas é legal, já que o órgão é responsável apenas por fiscalizar e autorizar a abertura de novos cursos. São cursos presenciais ou on-line que oferecem descontos atrativos para diversas áreas. No entanto, muitos consumidores desconhecem alguns pontos “camuflados”. No caso de descontos nas mensalidades de cursos superiores, é preciso que o candidato tenha sido aprovado no vestibular, fato este que não fica bem claro em alguns sites, gerando insatisfação em quem adquiriu a oferta.
Fonte: http://ecommercenews.com.br